GEOPROCESSAMENTO E GESTÃO PÚBLICA: UMA ANÁLISE SOCIOAMBIENTAL DOS CASOS DE DENGUE EM BELÉM (PA)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v9e42020421-441

Palavras-chave:

Saneamento, Meio ambiente, Geoprocessamento, Saúde pública.

Resumo

A dengue é a arbovirose mais difundida no mundo com alto potencial de desenvolvimento em regiões de clima tropical. Este trabalho objetivou analisar a distribuição espacial e ambiental dos casos de dengue, nos anos de 2015 e 2016 em Belém (PA). Para isso, foi realizada uma pesquisa documental, bibliográfica, de cunho exploratório, descritivo e abordagem quantitativa. Neste contexto, a área de estudo correspondeu ao município de Belém, estado do Pará. Vale destacar que os dados secundários foram obtidos do SINAN, do Ministério da Saúde, IBGE e USGS; já os dados primários foram adquiridos mediante a realização do georreferenciamento em lote pelo Batchcoordinatese Google Maps. Os dados foram depurados no Microsoft Excel e importados para o Banco de Dados Geográfico (BDGeo), em seguida, os mapas foram produzidos no software ArcGis Desktop 10.3. Foram georreferenciados 1440 casos de dengue. Notou-se que esses casos são pertinentes as áreas urbanizadas e estão intimamente relacionados à precariedade das habitações e do saneamento ambiental existente em Belém. Através de análise espacial (técnica de Kernel), observou-se que as aglomerações dos casos estão evidenciadas nos distritos DABEL, DAGUA e DASAC. A população mais atingida foi referente às faixas de escolaridade com níveis mais elevados e pertencentes ao sexo feminino. Dessa forma, a aplicação das ferramentas de geoprocessamento foram fundamentais para as análises associadas à epidemiologia da dengue no município, pois foi possível identificar as áreas de risco e realizar a distribuição espacial do agravo, permitindo assim mecanismos de controle e monitoramento da doença.

Biografia do Autor

Brenda Caroline Sampaio da Silva, Universidade Federal do Pará

Engenheira Ambiental pela Estácio de Belém; Estudante de Pós-Graduação (Latu Sensu) em Geoprocessamento, Georreferenciamento e Sensoriamento Remoto; Estudante de Mestrado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Pará.

Gabriel Pompeu Rosa, Universidade Federal do Pará

Engenheiro Ambiental pela Estácio de Belém(2018); Estudante de Pós-Graduação (Latu Sensu) em Geoprocessamento, Georreferenciamento e Sensoriamento Remoto; Estudante de Mestrado em Oceanografia pela Universidade Federal do Pará. Atuou em projetos nas áreas de Resíduos Sólidos, Planejamento Urbano e Ambiental, Atributos Químicos do Solo e Saúde Pública.

Ricardo José de Paula Souza e Guimarães, Instituto Evandro Chagas

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de Taubaté (1994), mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2000) e doutorado em Biomedicina pelo Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Belo Horizonte (2010). Atualmente é Tecnologista Pleno 2 (Pesquisa e Investigação Biomédica em Saúde Publica) e Responsável pelo Laboratório de Geoprocessamento do Instituto Evandro Chagas / SVS / MS; Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia e Vigilância em Saúde (PPGEVS) do Instituto Evandro Chagas (IEC); Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Animal na Amazônia (PPGSAAM) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Professor Colaborador do curso de Especialização em Geoprocessamento Aplicado à Agroecologia e ao uso dos Recursos Naturais (Geo_Agroecologia) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geotecnologias, Sensoriamento Remoto, Sistemas de Informação Geográfica, Epidemiologia Espacial, Saúde Pública; atuando principalmente nos seguintes temas: geoprocessamento na saúde e no meio ambiente, geotecnologia móvel, análise espacial e geoestatística.

Laryssa de Cássia Tork da Silva, Instituto Evandro Chagas

Graduada em Geografia (Licen./Bach.) pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Técnica em Geodésia e Cartografia pelo Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia (IFPA). Mestre em Planejamento do Desenvolvimento Sustentável pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da UFPA. Atualmente, atua como Técnica em Pesquisa e Investigação Biomédica em Geoprocessamento Aplicado a Saúde no Instituto Evandro Chagas (IEC), lotada no Laboratório de Geoprocessamento (LABGEO). Apresenta experiência na área de Geociências com ênfase em Cartografia, Sensoriamento Remoto, SIGs e Geoprocessamento aplicado aos estudos do meio ambiente e da sociedade.

Clistenes Pamplona Catete, Instituto Evandro Chagas e Estácio de Belém

Possui Mestrado em Geofísica pela Universidade Federal do Pará (2010), Graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade do Estado do Pará (2004), Técnico em Geoprocessamento e Mineração pelo Instituto Federal de Educação Tecnológica do Pará (2004; 2005). Atualmente é professor da Faculdade Estácio de Belém - Estácio Belém, Graduação e Pós-Graduação.Técnico em Pesquisa e Investigação Biomédica - Geoprocessamento Aplicado a Saúde, no Instituto Evandro Chagas (IEC) . Tem experiência na área de Engenharia Ambiental, Geotecnologias, Geociências Aplicadas ao Meio Ambiente, Docência do Ensino Técnico e Superior.

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Publicado

2020-12-29

Edição

Seção

Artigos