O nascimento da ficção

Autores

  • Dndª. Raquel Schefer (Université de la Sorbonne-Paris 3) Université de la Sorbonne Nouvelle - Paris 3

DOI:

https://doi.org/10.19177/prppge.v5e92012260-279

Palavras-chave:

Cinema, Descolonização, Moçambique, Ruy Guerra, Reconstituição, memória e história, formas de representação histórica

Resumo

Mueda, Memória e Massacre (1979), de Ruy Guerra, primeira longa-metragem de ficção de Moçambique independente, produzida pelo INC, o Instituto Nacional de Cinema moçambicano,  aborda um acontecimento ligado à história da descolonização, o Massacre de Mueda (1960). Apesar da classificação genérica do filme, a estabilização cinematográfica e histórica da memória do Massacre de Mueda advém do registo documental de uma reconstituição teatral popular do acontecimento. A construção diegética e formal da obra de Ruy Guerra releva de uma complexa concepção intertextual da narrativa histórica e do objecto fílmico enquanto forma de representação da história, concepção que permite questionar a validade das categorias operativas de documentário e de ficção e que outorga novos e inéditos sentidos aos procedimentos cinematográficos de reconstituição. Coincide o nascimento de um país com o nascimento da sua imagem cinematográfica ou, dito de outra forma, com o nascimento das suas ficções cinematográficas?

Biografia do Autor

Dndª. Raquel Schefer (Université de la Sorbonne-Paris 3), Université de la Sorbonne Nouvelle - Paris 3

Doutoranda em Estudos Cinematográficos.

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Publicado

2012-06-30

Edição

Seção

Artigos