A EFICÁCIA DO ESTABELECIMENTO DE PADRÕES DE QUALIDADE AMBIENTAL

Autores

  • Thais Ottoni Muniz Santiago UFLA
  • José Luiz Pereira de Rezende UFLA
  • Anderson Alves Santos IFMG - campus Formiga
  • Aurélio Ferreira Borges IFMG - campus Colorado do Oeste

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v5e2201685-111

Palavras-chave:

desenvolvimento sustentável, poluição, legislação ambiental

Resumo

A Política Nacional do Meio Ambiente determinou o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental como um dos instrumentos para a gestão de recursos naturais no país. Passados mais de trinta anos dessa previsão, não há estudos concretos que avaliem os resultados obtidos por este instrumento. Esse trabalho verificou se o instrumento produziu os objetivos esperados. A pesquisa foi exploratória, delineada por métodos de pesquisa bibliográfica e documental. Os resultados demonstraram que a previsão legal foi cumprida, estando vigentes padrões de qualidade para água, ar, ruídos sonoros e solo, estabelecidos por classes predefinidas de uso do território. No entanto, esses padrões não foram apropriados como metas de qualidade, capazes de assegurar as condições ambientais requeridas no país. Prevalece a utilização de medidas de comando e controle para a redução da poluição, sobretudo a aplicação de limites de emissão para fontes específicas, sem a esperada observação dos limites indicados pelos padrões de qualidade ambiental. Além disso, a falta de planejamento do uso do território e as deficiências no monitoramento da qualidade ambiental no Brasil prejudicam a apropriação dos padrões instituídos. Assim, conclui-se que os padrões de qualidade ambiental não têm sido eficazes.

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Publicado

2016-11-16

Edição

Seção

Artigos