ESTRATÉGIA DE ADAPTAÇÃO DE LODO ANAERÓBIO MESOFÍLICO COMO FONTE DE INÓCULO PARA

Autores

  • Vitor Rodrigues Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)
  • Jandir Pereira Blasius Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)
  • Marcus Cesar Avezum Alves de Castro Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v9e42020372-390

Palavras-chave:

Potencial bioquímico de metano, tratamento de resíduos orgânicos, digestão anaeróbia, metano.

Resumo

A fração de matéria orgânica representa mais de 50% do total de resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil. Apesar do grande volume produzido, estes resíduos não recebem tratamento adequado e são fontes de passivos ambientais. Dentre os processos de tratamento dos resíduos orgânicos, a digestão anaeróbia destaca-se por ser adaptada a diferentes escalas e maior gama de substratos, além de gerar como subprodutos: biofertilizante e biogás. Para acelerar e otimizar este processo é recomendada a utilização de uma fonte de inóculo, aclimatada às condições impostas nos testes. Sendo assim, este trabalho avaliou diferentes períodos de adaptação de lodo anaeróbio mesofílico (15, 60 e 80 dias) com uso de substrato sintético (acetato), como estratégia para partida de biorreatores, em escala de batelada, operados com resíduos alimentares. Os resíduos do pré-preparo de alimentos e das sobras das refeições foram provenientes de restaurante universitário. Foram realizados testes de potencial bioquímico de metano (BMP), sendo avaliada a eficiência do processo em termos de remoção de carga orgânica. Os índices de BMP encontrados foram de 537, 837 e 868 mL de CH4.g STV-1 para os tempos de adaptação de 15, 60 e 80 dias, respectivamente. A eficiência na remoção da carga orgânica foi mais elevada para os tempos de 60 e 80 dias, porém com pouca variação entre estes períodos. Este trabalho elucidou a importância da adaptação dos microrganismos antes de sua aplicação nos testes com resíduos orgânicos e destacou elevada produção de metano e potencial para aproveitamento energético dos resíduos alimentares.

Biografia do Autor

Vitor Rodrigues, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)

Graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP), campus de Rio Claro - SP.

Jandir Pereira Blasius, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)

Mestre em Geociências e Meio Ambiente - UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Rio Claro - SP. Engenheiro Ambiental e Sanitarista - UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa, Campus Caçapava do Sul - RS. Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho - UCAM - Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro - RJ.

Marcus Cesar Avezum Alves de Castro, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)

Graduação em Engenharia Mecânica (EESC-USP). Mestrado e Doutorado em Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. Livre docente em Resíduos Sólidos pela Universidade Estadual "Julio de Mesquita Filho"-UNESP. Professor adjunto (RDIDP) do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"-UNESP-Rio Claro.

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Publicado

2020-12-29

Edição

Seção

Artigos