ANÁLISE AMBIENTAL DE UMA MICROBACIA TRIBUTÁRIA DO PANTANAL MATO-GROSSENSE: CONTRIBUIÇÃO AO MÉTODO VERAH E À GESTÃO AMBIENTAL

Autores

  • Daniela Maimoni de Figueiredo UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS HÍDRICOS http://orcid.org/0000-0002-2229-0905
  • Renato Blat Migliorini UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS HÍDRICOS E FACULDADE DE GEOCIÊNCIAS
  • Fernando Ximenes de Tavares Salomão UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS HÍDRICOS
  • Mirian Braga de Araújo SECRETARIA DE EDUCAÇÃO-MT

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v9e3202029-53

Palavras-chave:

Morfopedologia, Erosão, Qualidade da Água, Desmatamento

Resumo

Este estudo objetivou analisar as relações entre as características ambientais e as alterações resultantes das atividades antrópicas na microbacia do Córrego do Meio (município de Reserva do Cabaçal, MT), que por sua vez é tributário do Rio Cabaçal, afluente do Rio Paraguai, principal rio do Pantanal Mato-grossense. Adotou-se o método VERAH, permitindo uma avaliação integrada da Vegetação, Erosão, Resíduos Sólidos, Água e Habitação, com ênfase aos temas erosão e água. O tema erosão foi ampliado com estudos de morfopedologia. A vegetação original da microbacia foi praticamente extinta devido a ocupação rural-urbana, acarretando erosão do solo e assoreamento dos corpos d’água, favorecida pela fragilidade natural dos solos e pelas características das cinco unidades morfopedológicas identificadas. Cinco variáveis indicaram alterações na qualidade da água, refletindo os processos erosivos e o uso da água na diluição de esgoto e dos resíduos do escoamento superficial. A precariedade de infraestrutura dos serviços públicos foi evidenciada pelo destino inadequado dos resíduos líquidos (esgoto doméstico) e sólidos, ampliados pelo baixo nível escolar e socioeconômico da população. As alterações ambientais resultam do processo histórico de uso dos recursos naturais e se correlacionam com as desigualdades e injustiças socioambientais. Estas condições ocorrem em outras microbacias tributárias do Pantanal e são os principais impactos ambientais no planalto que afetam esta importante planície de inundação a serem considerados e correlacionados no planejamento e execução de ações de gestão ambiental.

Biografia do Autor

  • Daniela Maimoni de Figueiredo, UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS HÍDRICOS
    Graduada em Ciências Biológicas pela UFMT (1991), especialista em Biologia de Ambiente Inundáveis pela UFMT (1995), mestre em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela UFMT (1997) e doutora em Ecologia e Recursos Naturais/Limnologia pela UFSCar (2007). De 1995-1998 foi chefe da Divisão de Recursos Hídricos da Fund. Estadual de Meio Ambiente (MT, atual SEMA). Professora da UFMT-IB (substituta) por dois anos. Sócia-fundadora da empresa Aquanálise Análises de Água e Consultoria, onde atuou como gerente administrativa-financeira e responsável técnica de 2000 a 2014. Desde julho/2012 atua como professora do mestrado em Recursos Hídricos-UFMT, sendo bolsista Capes-PNPD de agosto de 2015 a julho de 2019; e pesquisadora associada desde jun/2017. Parte do pós-doutorado (12 meses) foi desenvolvida na School of Geography and Planning da Cardiff University (Reino Unido). Publicou três livros como organizadora e vários artigos em periódicos, anais e capítulos de livro. Orientou ou co-orientou alunos de mestrado, especialização e graduação. Membro-fundador do Observatório de Governança da Água. Atualmente desenvolve e orienta pesquisas e ministra aulas na pós-graduação relacionadas à governança, participação social, educação ambiental, gestão e política dos recursos hídricos; limnologia e comunidades aquáticas, qualidade da água; e gestão de planejamento de bacias hidrográficas.
  • Renato Blat Migliorini, UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS HÍDRICOS E FACULDADE DE GEOCIÊNCIAS
    Possui graduação em Geologia pela Universidade de Fortaleza (1985), mestrado em Geociências (Recursos Minerais e Hidrogeologia) pela Universidade de São Paulo (1994) e doutorado em Geociências (Recursos Minerais e Hidrogeologia) pela Universidade de São Paulo (2000). Atualmente é Professor Titular da Universidade Federal de Mato Grosso. Tem experiência na área de Geologia com ênfase em Hidrogeologia.
  • Fernando Ximenes de Tavares Salomão, UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS HÍDRICOS
    Possui graduação em Geologia pela Universidade de São Paulo(1969), mestrado em Geologia Geral E de Aplicação pela Universidade de São Paulo(1984) e doutorado em Geografia (Geografia Física) pela Universidade de São Paulo(1994). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso, Membro de corpo editorial da Revista Brasileira de Geociências, Membro de corpo editorial da Revista Brasileira de Geomorfologia, Membro de corpo editorial da Revista Perspectiva Geográfica e Membro de corpo editorial da Editora da Universidade Federal de Mato Grosso. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geografia Física. Atuando principalmente nos seguintes temas:Erosão, boçoroca, morfopedologia, geologia de engenharia.
  • Mirian Braga de Araújo, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO-MT
    Possui mestrado em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Mato Grosso (2014). Graduada pela UFMT - Licenciatura em Química (2010) e professora contratada pela SEDUC - MT

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Publicado

2020-09-30

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

ANÁLISE AMBIENTAL DE UMA MICROBACIA TRIBUTÁRIA DO PANTANAL MATO-GROSSENSE: CONTRIBUIÇÃO AO MÉTODO VERAH E À GESTÃO AMBIENTAL. (2020). Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental, 9(3), 29-53. https://doi.org/10.19177/rgsa.v9e3202029-53

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