ESTUDO DE CASO: AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA DO LAGO DA PEDRA BRANCA, PALHOÇA, SC

Autores

  • Fernando da Silva Osório IFSC- Instituto Federal de Santa Catarina, Campus Lages
  • Dra. Renata El-Hage Meyer de Barros Osório IFSC - Instituto Federal de Santa Catarina, Campus Florianópolis
  • João Felipe Oliveira Werner Martins CARUSO, Soluções Ambientais Inovadoras
  • Kenia Alexandra Costa Hermann UNISUL
  • Dr. Jair Juarez João Departamento de Engenharia Química. Centro Tecnológico. Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL)
  • Cíntia Souza da Silva UNISUL

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v10e42021345-360

Palavras-chave:

Qualidade da água, química ambiental, parâmetros físico, químicos e biológicos

Resumo

Localizado a 15 quilômetros do centro de Florianópolis, o município de Palhoça, o bairro Pedra Branca, se destaca dos demais bairros por ter sido planejado no final da década de 90, buscando o equilíbrio entre a ocupação urbana, qualidade de vida e respeito ao meio ambiente. Iniciou pela transformação de uma fazenda familiar, e atualmente atrai pessoas de diversas regiões por apresentar opções de convivência e lazer para as pessoas de todas as idades que podem desfrutar dos parques, praças, lagos e áreas de descanso a céu aberto. Em maio de 2019, a associação de moradores do bairro, detectou a mortandade de patos que viviam no entorno do lago Pedra Branca e através de análises, foi detectada a presença na água da bactéria responsável pela mortandade dos patos, Clostridium spp (botulismo). Amostras de água foram coletadas no Lago Pedra Branca e realizadas análise de pH, turbidez, oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO), fósforo, nitrogênio amoniacal, nitrito, nitrato e coliformes termotolerantes. As amostras foram coletadas seguindo o guia de coleta e preservação de amostras da CETESB e analisadas de acordo com a metodologia descrita pelo Standard Methods of Examination of Water and Wastewater (ALPHA, 2012). Os valores de pH, turbidez, oxigênio dissolvido, nitrito e nitrato se
apresentaram dentro da faixa recomendada pela Resolução CONAMA 357/2005. Entretanto, para os parâmetros DBO, fósforo, nitrogênio amoniacal e coliformes termotolerantes, os valores se apresentaram acima dos limites máximos permitidos, onde o uso se aplica a recreação de contato primário, sugerindo uma possível contaminação por matéria orgânica e/ou efluentes domésticos. Com objetivo de fornecer à comunidade uma forma de tratamento e prevenir o surgimento de novas doenças, acarretando na mortandade de novos animais ali residentes, bem como o impedimento de utilização do lago como fonte de lazer, foram realizados testes de aeração forçada nas amostras de água coletadas, e os resultados obtidos ficaram condizentes com uma água doce Classe 1, própria para recreação de contato primário.

Biografia do Autor

Fernando da Silva Osório, IFSC- Instituto Federal de Santa Catarina, Campus Lages

Especialista em Automação e Computação Industrial, graduado em Engenharia Mecânica e Tecnólogo em Processos Industriais. Possui experiência em Manutenção de Equipamentos Industriais, Dimensionamento e Instalação de Redes de Ar Comprimido; Soluções Acústicas e Serviços de Usinagem. Atualmente é professor efetivo do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), campus Lages, lecionando para os cursos de Engenharia Mecânica, Mecatrônica e Técnico em Mecânica. É aluno de Pós graduação a nível de mestrado no curso de Pós Graduação em Ciências Ambientais na Unisul. Pesquisador do Grupo de Pesquisa em Conservação e Exploração Racional de Bioenergia - IFSC CNPQ

Dra. Renata El-Hage Meyer de Barros Osório, IFSC - Instituto Federal de Santa Catarina, Campus Florianópolis

Doutora em Quimica pela Universidade Federal de Santa Catarina, realizou estágio pós-doutoral trabalhando com metalohidrolases sintéticas e nucleases químicas, utilizando ligantes macrocíclicos contendo agentes intercalantes do DNA. Atualmente é professora do Instituto Federal de educação, ciência e tecnologia de Santa Catarina (IFSC), campus Florianópolis, lecionando para os cursos técnicos de Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nos seguintes temas: Análise de Águas e Efluentes e Química Ambiental.

João Felipe Oliveira Werner Martins, CARUSO, Soluções Ambientais Inovadoras

Mestrando em Ciências Ambientais. Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Consultoria Ambiental, com ênfase no Meio Biótico e na área de Educação, com ênfase no ensino de Ciências e Educação Socioambiental.

Kenia Alexandra Costa Hermann, UNISUL

Graduação em Fisioterapia, Pós graduação em Fisioterapia Dermatofuncional e Cosmetologia; Mestrado em Ciências Ambientais (em andamento); Graduação em Administração - Habilitação em Comércio Exterior; Especialização em Metodologia de Educação a Distância. 

Dr. Jair Juarez João, Departamento de Engenharia Química. Centro Tecnológico. Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL)

Graduação, mestrado e doutorado em Química pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é professor de tempo integral na Universidade do Sul de Santa Catarina, onde atua como Professor Permanente do Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais, mestrado. Também é coordenador do grupo de pesquisas em catálise enzimática e síntese orgânica, cadastrado no CNPq.

Cíntia Souza da Silva, UNISUL

Química, pós-graduada em Ciências Farmacêuticas e Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Possui experiência como Química Analista de laboratório e amplo conhecimento em análises físico-químicas e microbiológicas (água, efluente, solo, entre outros). 

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Publicado

2021-12-14

Edição

Seção

Artigos