AVALIAÇÃO PÓS-OCUPAÇÃO AMBIENTAL NO CONJUNTO RESIDENCIAL SANTO ANTÔNIO – SALGUEIRO-PE

Autores

  • Yanne Pereira de Andrade Instituto Federal de Pernambuco - IFPE Instituto Federal do Sertão Pernambucano - IF Sertão-PE, Campus Salgueiro
  • Jheymisson Santana Alves Santos Instituto Federal do Sertão Pernambucano - IF Sertão-PE, Campus Salgueiro
  • Rejane de Moraes Rêgo Instituto Federal de Pernambuco - IFPE

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v10e12021303-325

Palavras-chave:

Avaliação Pós-Ocupação Ambiental, Norma de Desempenho, Desempenho térmico, Minha Casa Minha Vida, Salgueiro.

Resumo

Apesar do investimento do governo em políticas públicas buscando sanar os problemas da habitação social, pode-se observar que muitas vezes os projetos são aplicados sem a adequada identificação das necessidades dos usuários, além da implantação de projetos padronizados sem a devida adequação às condicionantes climáticas locais e às práticas sustentáveis de conforto e desempenho térmicoenergético. Nesse contexto, a Avaliação Pós-Ocupação constitui-se em um instrumento relevante, com potencial de contribuir para a melhoria das residências construídas pelo Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), principal política governamental em vigor para Habitação de Interesse Social no Brasil. Desta forma, o presente artigo apresenta o estudo de caso realizado no Conjunto Residencial Santo Antônio situado no município de Salgueiro, na região do sertão central de Pernambuco, que objetivou aplicar a Avaliação Pós-Ocupação (APO) em Habitação de Interesse Social (HIS) para analisar a qualidade do ambiente construído e a adequação de técnicas e de materiais adotados quanto às exigências estabelecidas pela Norma de Desempenho das Edificações Residenciais – NBR 15.575, além de avaliar a adequação às condicionantes climáticas locais. Para isso, a pesquisa utilizou procedimentos metodológicos tanto qualitativos quanto quantitativos da APO Ambiental em habitações. Como resultado, o estudo de caso realizado verificou que há atendimento parcial às normas pra conforto e desempenho térmico-energético pelo uso de algumas técnicas construtivas sustentáveis, possibilitando concluir que: (1) a utilização de práticas sustentáveis na construção de Habitações de Interesse Social está presente nas construções mais recentes, mas ainda precisa ser melhor explorada; (2) as habitações existentes são suficientes para atender as necessidades básicas da habitação, mas precisam melhorar no que diz respeito à garantia de condições de conforto aos moradores; (3) a realização de APO em habitações construídas por programas governamentais tem potencial de contribuir para a melhoria dos mesmos apontando deficiências e soluções que resultarão na melhor qualidade de vidas dos moradores.

Biografia do Autor

Yanne Pereira de Andrade, Instituto Federal de Pernambuco - IFPE Instituto Federal do Sertão Pernambucano - IF Sertão-PE, Campus Salgueiro

Mestranda em Gestão Ambiental (IFPE). Especialista em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (UNINTER, 2018). Graduada em Arquitetura e Urbanismo (UFPE, 2015). Professora do Ensino Básico Técnico e Tecnológico (EBTT) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano - Campus Salgueiro.

Jheymisson Santana Alves Santos, Instituto Federal do Sertão Pernambucano - IF Sertão-PE, Campus Salgueiro

Discente do Curso Técnico em Edificações do Instituto Federal do Sertão Pernambucano - Campus Salgueiro.

Rejane de Moraes Rêgo, Instituto Federal de Pernambuco - IFPE

Docente Permanente no Curso de Mestrado Profissional em Gestão Ambiental, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE). Doutorado (2008) e Mestrado (2000) pelo Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (PPG-AU/FA-UFBA). Especialização em Geometria Gráfica pela UFPE. Especialização em Desenvolvimento Urbano pelo MDU/UFPE. Graduação em Arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco. Graduação em Licenciatura pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais.

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Publicado

2021-05-31

Edição

Seção

Estudos de Caso