ELABORAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE BLOCOS DE CONCRETO COM A INCORPORAÇÃO DE RESÍDUOS DE GRANITO

Autores

  • Gilmara Pacheco Bacheti Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo
  • Rômulo Maziero Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo
  • Davi Pereira Garcia Universidade Federal do Espírito Sant

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v7e32018273-296

Palavras-chave:

Aproveitamento de resíduo. Lama abrasiva. Pavimentação intertravada.

Resumo

O aumento na quantidade produzida e a alta capacidade de contaminação dos resíduos sólidos tem se tornado um dos principais desafios da atualidade. As indústrias se tornaram fontes significantes de geração, com isso, a gestão ambiental dos resíduos sólidos industriais vem sendo discutida constantemente, visando buscar alternativas sustentáveis de reaproveitamento e destinação final. O aterro ainda é considerado o método, comumente, adotado pelas indústrias do granito para disposição dos resíduos, sendo preciso encontrar novas alternativas, com responsabilidades compartilhadas, para a utilização dos rejeitos. A incorporação da lama de granito na fabricação de cimento e concreto, estudada por diversos autores, é uma forma viável de absorver quantidade significante do resíduo em questão. Neste trabalho foram produzidos blocos de concreto com diferentes proporções da lama residual do processamento de granito, cedida por uma indústria do norte do estado do Espírito Santo. A lama de granito foi classificada pelos ensaios de lixiviação e solubilização como resíduo Classe II A, não perigoso e não inerte, respectivamente. Em relação à análise granulométrica, a lama foi classificada como agregado miúdo para incorporação na fabricação de concreto. O aspecto visual dos blocos de concreto produzidos não foi afetado pela incorporação da lama de granito em nenhum dos traços. Todos os blocos analisados apresentaram suas medidas dentro dos limites de tolerância estabelecidos pela norma ABNT NBR 9781 (2013), contudo, o nível de dispersão dos valores aferidos foi elevado e, pelo cálculo do índice de capacidade de processo e do índice de capacidade para processos não centrados, pode-se afirmar que a amostragem não foi suficiente para garantir que todos os blocos produzidos atendam a referida norma, sendo necessário um controle de qualidade mais rigoroso.

 

Biografia do Autor

Gilmara Pacheco Bacheti, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo

Graduada em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense, e pós-graduanda em Gestão Ambiental no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo. E-mail:  gilmarapacheco@hotmail.com

Rômulo Maziero, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo

Mestre em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, e graduado em Engenharia Industrial Madeireira pela Universidade Federal do Espírito Santo, e técnico em Mecânica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo. E-mail: maziero.ifes@gmail.com

Davi Pereira Garcia, Universidade Federal do Espírito Sant

Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Espirito Santo, e graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Espírito Santo. E-mail: davi.garcia@ifes.edu.br

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Publicado

2018-10-03

Edição

Seção

Artigos