ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE AMBIENTAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E PROBLEMAS AMBIENTAIS LOCAIS: O CASO DE SÃO JOSÉ DO SUL/RS, BRASIL

Autores

  • André Preissler Loureiro Chaves
  • Taís Führ
  • Jamile Machado Hallam
  • Juliane Maria Bender

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v6e32017612-633

Palavras-chave:

Atenção Primária Ambiental, Engenharia Ambiental, Estratégia Saúde da Família, Agente Comunitário de Saúde, Análise de Conteúdo.

Resumo

O setor de saúde tem sido instado a participar ativamente, seja pela sua atuação tradicional no cuidado a populações atingidas por riscos ambientais, seja pela valorização das ações de promoção. Dentro da Atenção Básica (AB) o Ministério da Saúde possui como principal estratégia para remodelar o modelo de assistência à saúde, o programa “Estratégia Saúde da Família” (ESF). O presente estudo teve por objetivos realizar o diagnóstico ambiental do município de São José do Sul/RS, Brasil, descrever o processo de promoção da Saúde Ambiental no ESF e problematizar o envolvimento do profissional de meio ambiente na Atenção Primária Ambiental (APRIMA). Aplicaram-se questionários junto aos agentes comunitários de saúde (ACS) e comunidade, e entrevistas com os profissionais da unidade básica de saúde (UBS) e gestores municipais. A caracterização ambiental mostrou que o município apresenta problemas relacionados com as práticas do campo, como o uso de agrotóxicos, incinerações não autorizadas, vetores e desmatamento. Além de problemas urbanos como a falta de saneamento básico. As entrevistas com os gestores e profissionais de saúde mostraram que o conceito de Saúde Ambiental não está, ainda, inserido no cotidiano, denotando tratar-se de um campo pouco explorado. Este estudo elenca uma série de ações que poderiam ser tomadas em conjunto com o profissional da Engenharia Ambiental, visando o enfrentamento das questões ambientais do município de São José do Sul/RS como: capacitação dos ACS na temática, o uso de agrotóxicos, suinocultura, saneamento básico, melhorias sanitárias domésticas (MSD) e oficinas municipais de saúde (OMS), resíduos orgânicos e abastecimento por poços artesianos.

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Publicado

2017-11-09

Edição

Seção

Estudos de Caso