AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE VEÍCULOS ELÉTRICOS E VEÍCULOS CONVENCIONAIS NO CONTEXTO DE MITIGAÇÃO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Autores

  • Mariana Cardoso Chrispim Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP)/ Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade http://orcid.org/0000-0001-9466-2846
  • Jhonathan Fernandes Torres de Souza Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP)/ Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade
  • André Felipe Simões Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP)/ Docente do Curso de Bacharelado em Gestão Ambiental da EACH/USP. Prof. Dr. do Programa de Pós-Graduação em Energia - IEE/USP e do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade da EACH/USP (professor credenciado)

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v8e12019127-148

Palavras-chave:

Veículos elétricos, Mudanças climáticas, Impactos Ambientais, Ciclo de Vida, Energia

Resumo

Atualmente, os veículos elétricos (VE) têm sido apontados como tendência futura da indústria automotiva. Dentre as motivações dos países para isto estão: reduzir a dependência de petróleo e seus derivados, promover o uso mais eficiente de energia e causar menores impactos ambientais, em especial os correlatos à emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Os automóveis híbridos e elétricos não representam uma inovação tecnológica recente, apesar disso os mesmos contam com uma participação marginal na história do automóvel desde a década de 30. Aliás, vale ressaltar que os VE não são isentos de impactos ambientais, sobretudo na etapa de produção dos mesmos. Neste artigo, espera-se contribuir com informações acerca de características do desempenho ambiental de VE em relação aos veículos convencionais movidos à combustão interna (MCI), analisando quais suas vantagens e desvantagens, quais os impactos ambientais causados em todo o ciclo de vida e como essa tecnologia poderia contribuir para a mitigação das mudanças climáticas. Além disso, também se discute quais os impactos da expansão dos VE na demanda de energia final. Para tanto, empreendeu-se revisão da literatura sistêmica com base em pesquisas recentes e naquelas basilares focadas nos VE. Um dos resultados principais indicou que, quanto maior a participação de energias renováveis na oferta de energia elétrica, maior será a redução das emissões de GEE pelos VE, sendo que em alguns casos pode haver um aumento das emissões no balanço total do ciclo de vida desta tecnologia comparada à convencional.

Biografia do Autor

Mariana Cardoso Chrispim, Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP)/ Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade

Bacharel em Gestão Ambiental na Escola de Artes, Ciências e Humanidades -EACH da Universidade de São Paulo. Mestre em Ciências, pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública, na área de concentração de Saúde Ambiental, da Faculdade de Saúde Pública da USP. Doutoranda em Sustentabilidade na EACH- USP (bolsista CAPES). Durante 2 anos foi professora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, nos cursos de graduação de Gestão Ambiental e Ciências Biológicas.

Jhonathan Fernandes Torres de Souza, Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP)/ Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade

Possui graduação em Gestão Ambiental pela Universidade de São Paulo. Mestrando pelo programa de Sustentabilidade (atual), com bolsa FAPESP. Tem experiência na área de Ciências Ambientais, com ênfase em emissões de GEE, energia e mudanças climáticas. Trabalhou 2 anos e meio em projeto coordenado pela CETESB sobre análise econômica de cenários de baixo carbono para a indústria do Estado de São Paulo.

André Felipe Simões, Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP)/ Docente do Curso de Bacharelado em Gestão Ambiental da EACH/USP. Prof. Dr. do Programa de Pós-Graduação em Energia - IEE/USP e do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade da EACH/USP (professor credenciado)

Possui graduação em Engenharia Metalúrgica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1994), mestrado em Engenharia Metalúrgica - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1998), doutorado em Planejamento Energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003) e pós-doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp (2006). Obteve a Livre-Docência, pela USP, em setembro de 2013, com tese defendida na área de "Mudanças Climáticas e a Agenda Brasileira de Infraestrutura Energética". É Professor Doutor Associado da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2019-04-04

Edição

Seção

Artigos