A memória como coisa ou suporte de experiências quotidianas sobre a memória

Autores

  • Tayara Barreto De Souza Celestino PPGS/UFS

DOI:

https://doi.org/10.19177/memorare.v8e22021176-200

Palavras-chave:

Teoria da Memória, Experiências Quotidianas, Memórias Divergentes.

Resumo

O presente artigo pretende abordar a memória como coisa no sentido heideggeriano, ou seja, a memória como um suporte para nossas experiências quotidianas, assim como a verdade examinada por Heidegger. Embora o texto “Que é uma coisa?” (Die frage nach dem Ding, publicado em 1962 com base em um seminário ministrado em 1935-36 na universidade de Freiburg) não expresse, em nenhum momento, qualquer reflexão direta sobre o tema da memória, mas seus questionamentos em torno da “coisa em si” presente na teoria do conhecimento de Kant a partir da Crítica da Razão Pura com impactos nos territórios que antecedem o quotidiano, a verdade e a ciência, nos permite adensar tal reflexão para a discussão do tema da memória, aqui entendida também como “coisa”, isto é, como “um suporte subsistente de diversas propriedades, que nela subsistem e se modificam” (HEIDEGGER, 2002, p. 41). Tal definição possibilita uma resposta sobre porque podemos constatar, em nossas experiências quotidianas, uma diversidade de memórias divergentes acerca de um mesmo fenômeno, impondo limites ao que foi chamado posteriormente de enquadramento da memória por parte de uma tradição francesa sobre a teoria da memória.

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Publicado

30-11-2021