ANÁLISE ESTRATÉGICA DO SETOR DE ENERGIA EÓLICA NO BRASIL

Autores

  • João Victor Moreira Magalhães Universidade do Estado da Bahia - UNEB
  • Maria de Fátima Barbosa Góes Universidade do Estado da Bahia - UNEB
  • Marcelo Santana Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia
  • José Célio Silveira Andrade Universidade Federal da Bahia – UFBA

DOI:

https://doi.org/10.19177/reen.v12e120193-25

Palavras-chave:

Análise Estratégica, Modelo das Cinco Forças, Forças Competitivas, Setor de Energia Eólica, Setor de energia eólica brasileiro.

Resumo

O objetivo deste artigo é realizar uma análise estratégica do setor de energia eólica brasileiro, com base no modelo das cinco forças de Michael Porter. Para isto, foi feita uma pesquisa qualitativa exploratória, aliando técnicas de pesquisa documental com entrevistas semiestruturadas com especialistas do setor. Conclui-se que o setor eólico no Brasil se encontra bem estabelecido, podendo ser considerado um oligopólio, com a presença de poucos grupos de investidores de grande porte. As principais forças competitivas com as quais estes investidores precisam lidar são o poder de barganha dos fornecedores de aerogeradores e do seu principal comprador, o governo brasileiro.

Biografia do Autor

João Victor Moreira Magalhães, Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Graduado em Administração

Maria de Fátima Barbosa Góes, Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Professora do Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Marcelo Santana Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia

Professor do Mestrado em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação do IFBA.

Professor do Programa de Engenharia Industrial da Escola Politécnica da UFBA.

José Célio Silveira Andrade, Universidade Federal da Bahia – UFBA

Professor do Núcleo de Pós-Graduação em Administração da UFBA.

Professor do Programa de Engenharia Industrial da Escola Politécnica da UFBA.

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Publicado

2020-02-22

Edição

Seção

Artigos Científicos