Memória da pedra

Autores

  • Claudete Daflon

DOI:

https://doi.org/10.19177/rcc.v6e12011161-173

Palavras-chave:

Literatura, Fotografia, Memória, Família, Patriarcalismo

Resumo

A partir da discussão proposta por Susan Sontag, Philippe Dubois e Edmond Couchot, é possível pensar a fotografia como forma de ruptura com a pretensa continuidade do tempo, ao petrificar o instante tornado testemunha de um momento perdido. Brassaï trata da relação com a memória em Proust e a fotografia, tomando por base a ideia de revelação enquanto processo em que a lembrança se realiza apenas no ato de sua evocação, como atualização de uma existência virtual. Nesse sentido, propõe-se uma abordagem da poesia de Drummond como fotografia, especialmente a que constitui “retrato de família”. Considerando-se a importância das marcas de origem presentes na obra drummondiana, busca-se discutir tais marcas como matriz de leitura e de “revelação” da escrita-fotografia sobre a família, a terra natal e a infância. Entende-se Itabira como instância espaço-temporal, pedra carregada pelo poeta, em tensão com a relativização da família patriarcal dada pela ambiguidade fotográfica.

Biografia do Autor

Claudete Daflon

Doutora em Letras, Universidade Federal Fluminense – UFF.

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Publicado

2011-06-10

Edição

Seção

Ensaios