UM CORPO NEGRO E UMA CABEÇA DE PORCO: (DES)ENCONTROS DE DUAS VIDAS QUE IMPORTAM

Autores

  • Juliana da Silveira
  • Jefferson Campos

DOI:

https://doi.org/10.19177/rcc.v16e22021141-150

Palavras-chave:

Vida, Antirracismo, Antiespecismo, Discurso militante, Twitter

Resumo

Este artigo investiga os modos de circulação da hashtag #todasasvidasimportam,
a partir da análise de uma imagem que emergiu no contexto das manifestações posteriores
ao assassinato do estadunidense George Floyd, na qual um homem negro protesta
empunhando uma cabeça de porco. O recorte se dá pelo efeito de antagonismo que a
circulação dessa imagem produz entre as lutas antirracista e antiespecista, devido à
vinculação da posição antiespecista à essa hashtag, vista como argumento que responde à
hashtag #vidasnegrasimportam. Problematizam-se os efeitos da visão tecnicista do social
que focaliza a espetacularização das políticas da inimizade. A aposta teórica reside no
diálogo ético e afetivo entre lutas sociais e epistemologias distintas, que não lê, nessa
imagem, corpos e lutas em oposição, nem um corpo forte e violento que subjuga o outro, mas
o encontro de dois corpos subjugados, que se erguem num gesto que reafirma sua condição
de vulnerabilidade.

Biografia do Autor

Juliana da Silveira

Doutora em Letras, Área de Concentração: Estudos Linguísticos. Universidade do Sul de Santa Catarina
(Unisul)

 

Jefferson Campos

Doutor em Letras, Área de Concentração: Estudos Linguísticos. Universidade Estadual de Maringá
(Uem).

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Publicado

2022-03-16

Edição

Seção

Artigos