A VULNERABILIDADE DAS MATAS RIPÁRIAS DIANTE DA CONSTRUÇÃO DE GRANDES EMPREENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS NA BACIA DO RIO TOCANTINS

Autores

  • Enio Grazianni Gonçalves Sirqueira Universidade Federal do Tocantins - UFT
  • Juliana Laufer Universidade Federal do Paraná
  • Solange de Fátima Lolis Universidade Estadual de Maringá
  • Elineide Eugênio Marques Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v9e12020375-395

Palavras-chave:

Mata Ciliar, Barragens, Cerrado, Impacto Ambiental

Resumo

A vegetação ripária tem um papel relevante na proteção dos recursos naturais e conservação da biodiversidade. Contudo, a área ocupada por esta tem diminuído ao longo das últimas décadas devido as atividades antropogênicas. Este estudo analisa a perda da diversidade vegetal das zonas ripárias com a inundação causada pela construção de grandes empreendimentos hidrelétricos em cascata no Domínio Cerrado. A pesquisa foi realizada a partir dos estudos de licenciamento de quatro usinas hidrelétricas (São Salvador, Peixe Angical, Lajeado e Estreito) construídas no Rio Tocantins entre os anos de 2001 e 2010. A coleta de dados foi realizada em documentos oficiais (Estudos e Relatório de Impacto Ambiental das Usinas Hidrelétricas). As análises foram realizadas com base na frequência de ocorrência das espécies obtidas para cada usina. Foi utilizado ainda o Índice de Similaridade de Jaccard. As mudanças decorrentes da construção das usinas em cascata têm efeitos negativos sobre a diversidade de plantas do Cerrado na bacia do rio Tocantins. Além da perda de diversidade devido as UHEs já construídas, o Cerrado desta região está sobre risco iminente de um aumento nesta perda diante do plano hidrelétrico e outros projetos em andamento para o uso do solo para a bacia.

Biografia do Autor

Enio Grazianni Gonçalves Sirqueira, Universidade Federal do Tocantins - UFT

Formação: Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas;

Titulação: Especialista em Vigilância Sanitária e Educação;

Ocupação atual: Mestrando em Ciências do Ambiente.

Juliana Laufer, Universidade Federal do Paraná

Formação: Graduação em Ciências Biológicas;

Titulação: Doutora em Biodiversidade Tropical;

Ocupação atual: Pós-doutoranda em Ciências Ambientais.

Solange de Fátima Lolis, Universidade Estadual de Maringá

Formação: Graduação em Ciências Biológicas;

Titulação: Doutora em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais;

Ocupação atual: Professor adjunto da Fundação Universidade Federal do Tocantins.

Elineide Eugênio Marques, Universidade Estadual de Maringá

Formação: Graduação em Ciências Biológicas;

Titulação: Doutora em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais;

Ocupação atual: Professora associada da Universidade Federal do Tocantins.

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Publicado

2020-04-20

Edição

Seção

Artigos