DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL DE FOCOS DE QUEIMADAS NA ÁREA FISIOGRÁFICA DA MICRORREGIÃO DE PARAUAPEBAS-PA, BRASIL

Autores

  • Thiago Fernandes Universidade de Cuiabá - UNIC
  • Sandra de Souza Hacon
  • Jonathan Willian Zangeski Novais
  • Rodrigo Lemos Gil
  • Natalia Bianca Caires Medeiros

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v8e12019340-364

Palavras-chave:

Fogo, Mapeamento, Destruição, Floresta, Amazônia Brasileira

Resumo

O uso do fogo para limpeza do ambiente é uma técnica amplamente usada no mundo, de fácil manejo e de comum implementação em áreas agrícolas por produtores rurais. No Brasil, especificamente na Amazônia, uma das formas de controle eficiente desses incêndios é o monitoramento por imagens de satélites. Desta forma, objetivou-se com este estudo analisar a distribuição e quantificação de focos de calor na microrregião de Parauapebas-PA, no período de 2011 a 2016, a partir de dados do monitoramento por satélite de referência AQUA_M-T. Para isso, foram utilizados dados de focos de calor do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) e de precipitação pluviométrica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Como resultados, identificou na série temporal de 6 anos um total de 3.267 registros de focos de calor. Dentro desse quantitativo, a cidade de Água Azul do Norte-PA registrou o maior valor, cerca de 1.108 focos, representando aproximadamente 34% desse total. Verificou-se também relação entre variabilidade de registros de focos de calor com períodos das estações climáticas ao ano, com redução de focos de calor nos meses de novembro a abril, no chamado inverno amazônico e aumento de focos de calor de maio a outubro, período quente-seco. Pela análise de kernel, evidenciou que a maior concentração de densidade de focos de calor localiza-se próximos aos centros urbanos, região central e nordeste de alguns municípios e, principalmente entorno da rodovia PA 275 que liga os municípios de Parauapebas-PA a Eldorado dos Carajás-PA e rodovia PA 160 que interliga Canaã dos Carajás-PA a Parauapebas-PA. Portanto, conclui-se a localização geográfica das áreas estudadas é um fator agravante no número de focos de calor, visto que representa uma microrregião com intensas atividades de modificação do uso e ocupação do solo.

Biografia do Autor

Sandra de Souza Hacon

Doutora em Geociências pela UFF. Mestre em Controle da Poluição Ambiental pela Mancherter University, Reino Unido e graduada em Ciências Biológicas pela UFRJ. Atualmente, é docente da FIOCRUZ, Rio de Janeiro e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da UNEMAT.

Jonathan Willian Zangeski Novais

Doutor e Mestre em Física Ambiental pela UFMT. Atualmente, é docente do Programa da Pós-Graduação em Ciências Ambientais da UNIC e Pós-Doutorando em Ciências Ambientais no Programa da Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da UNEMAT.

Rodrigo Lemos Gil

Doutorando em Ciências Ambientais no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da UNEMAT. Mestre em Ciências Ambientais pela UNIC e graduado em Engenharia Florestal pela UFMT.
Atualmente, é docente do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Campus de Juína (MT).

Natalia Bianca Caires Medeiros

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Produção Animal na Amazônia (PPGPAA) e graduada em Zootecnia pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) com estágio Sanduíche na Universidad de La Salle (Bogotá, CO).

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Publicado

2019-04-04

Edição

Seção

Artigos