DIFICULDADES ENFRENTADAS NO COTIDIANO DE TRABALHO EM COOPERATIVAS DE TRIAGEM DE MATERIAL RECICLÁVEL

Autores

  • Pamela Lais Cabral Silva Universidade Federal de Pelotas.
  • Mateus Torres Nazari Universidade Federal de Pelotas. E-mail:
  • Juliana Carriconde Hernandes Universidade Federal de Pelotas.
  • Luciara Bilhalva Corrêa Universidade Federal de Pelotas.
  • Érico Kunde Corrêa Universidade Federal de Pelotas.

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v7e22018355-369

Palavras-chave:

Gerenciamento de resíduos sólidos. Catadores de material reciclável. Rodas de conversa. Saúde ocupacional

Resumo

 A disposição inadequada de resíduos e rejeitos pode acarretar na contaminação do ar, solo e água. Além disso, pode ocasionar a proliferação de vetores de doenças. A fim de gerenciar os resíduos sólidos urbanos (RSU) e minimizar os efeitos negativos provenientes da sua má disposição, em agosto de 2010, foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Essa Lei também proporciona avanço social, ao propor que as cooperativas ou associações de catadores de material reciclável participem do gerenciamento dos resíduos sólidos, no qual o papel destas cooperativas é revalorizar os resíduos, de forma a obter renda. Apesar da PNRS vigorar desde 2010, há diversos obstáculos para que o cumprimento desta Lei seja efetivo. Para que a gestão de resíduos seja eficiente, é fundamental que haja capacidade de organização e cooperação entre todos os atores que participam do ciclo de vida do resíduo. Com base nos aspectos socioeconômicos dos catadores, na necessidade de fomentar a participação destes trabalhadores, no espaço democrático de aprendizagem e na informalidade, foi definida a roda de conversa como método de condução do trabalho, priorizando a participação dos cooperados, de modo a refletir e discutir a temática escolhida com as experiências desses trabalhadores. Através da quantificação das citações nas rodas de conversa, foi possível constatar que o recebimento de resíduos indevidos é o principal problema enfrentado pelos catadores.  Diante disso, recomenda-se ao Poder Público, a elaboração de programas e campanhas eficientes de educação ambiental para a comunidade, tanto no âmbito formal, como no não formal, visando a mudança de atitude e comprometimento com o meio ambiente de todos os atores que atuam na gestão de resíduos sólidos.

Biografia do Autor

Pamela Lais Cabral Silva, Universidade Federal de Pelotas.

Centro de Engenharias. Engenharia Ambiental e Sanitária. Universidade Federal de Pelotas. E-mail: pamela_lais@hotmail.com

Mateus Torres Nazari, Universidade Federal de Pelotas. E-mail:

Centro de Engenharias. Engenharia Ambiental e Sanitária. Universidade Federal de Pelotas. E-mail: nazari.eas@gmail.com

Juliana Carriconde Hernandes, Universidade Federal de Pelotas.

Centro de Zoonoses. Departamento de Parasitologia. Universidade Federal de Pelotas. E-mail: julianacarriconde@gmail.com

Luciara Bilhalva Corrêa, Universidade Federal de Pelotas.

Centro de Engenharias. Engenharia Ambiental e Sanitária. Universidade Federal de Pelotas. E-mail: luciarabc@gmail.com

Érico Kunde Corrêa, Universidade Federal de Pelotas.

Centro de Engenharias. Engenharia Ambiental e Sanitária. Universidade Federal de Pelotas. E-mail: ericokundecorrea@yahoo.com.br

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Publicado

2018-04-27

Edição

Seção

Artigos