AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO DE ÁGUAS COM FÁRMACOS ONCOLÓGICOS EM MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUL DO BRASIL

Autores

  • Ronaldo Ferreira da Silva UFF
  • Leonardo de Lima Moura UFRJ
  • Luiz Octavio Gavião UFF
  • Gilson Brito Alves Lima UFF
  • Edison Dausacker Bidone UFF

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v7e12018275-299

Palavras-chave:

Fármacos oncológicos. Saneamento. Saúde. Ambiente.

Resumo

Os rios e lagos recebem despejos poluentes, nem sempre diluídos ou degradados. A deterioração da qualidade da água e sua escassez em grandes centros urbanos resultam da alta densidade populacional, da ocupação irregular do solo, do uso indiscriminado e do despejo de contaminantes. As investigações sobre a ocorrência de substâncias químicas no meio ambiente iniciaram com foco nos metais pesados e, recentemente, nos fármacos.  Estas substâncias são inseridas no ambiente após sua excreção pelos pacientes podendo persistir no meio após tratamento. No Brasil, o problema é agravado porque a maioria dos serviços de saúde não realiza tratamento prévio em seus efluentes, lançando os despejos na rede de esgotos. Se o município não coletar e tratar todo o esgoto produzido, se a vazão da rede for insuficiente para diluir estes despejos e se não houver uma eliminação no tratamento, os fármacos podem alcançar as águas de superfície. Este estudo compara a evolução das populações, da coleta de esgoto e do número de pacientes oncológicos atendidos pelo SUS em 30 municípios da Região Sul do Brasil com os dados do único município onde foi detectada a presença de fármacos oncológicos no país. Como variável referente ao saneamento, utilizou-se o índice de atendimento de esgoto. Como variável demográfica, a população residente nos municípios. Como variável de consumo de fármacos, o total de atendimentos oncológicos.  Os resultados permitem uma avaliação preliminar da influência da evolução do saneamento, do componente demográfico e do número de pacientes atendidos pelo SUS na inserção de resíduos de fármacos oncológicos no ambiente, demostrando um descompasso entre a evolução do saneamento e o acesso à saúde. A evolução dos indicadores de atendimento demonstra a melhoria do acesso à saúde, e de desenvolvimento social, porém, a inserção de fármacos no ambiente devido à deficiências no saneamento demonstra um atraso ambiental.

 

Biografia do Autor

Ronaldo Ferreira da Silva, UFF

Mestre em Sistemas de Gestão – UFF. Professor da Faculdade de Farmácia- UFF. PPSIG/UFF. E-mail: ronaldo.docmsg@gmail.com

Leonardo de Lima Moura, UFRJ

Mestre em Engenharia Civil- COPPE/UFRJ. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). E-mail: mouraventura@uol.com.br

Luiz Octavio Gavião, UFF

Graduação em Ciências Navais pela Escola Naval e Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Fluminense – UFF. Pós-Graduação em Engenharia de Produção/UFF. E-mail: luiz.gaviao67@gmail.com

Gilson Brito Alves Lima, UFF

Mestrado em Engenharia Civil – UFF. Professor da Escola de Engenharia da UFF. E-mail: glima@id.uff.br

Edison Dausacker Bidone, UFF

Doutor pelo Institut National Polytechnique de Lorraine - Nancy – France. Professor do Instituto de Química da UF. PPSIG/UFF. E-mail: ebidone@yahoo.com.br

 

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Publicado

2018-02-19

Edição

Seção

Artigos