MEDICAMENTOS ANTINEOPLÁSICOS NO MEIO AMBIENTE: A CONTRIBUIÇÃO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE ALTA COMPLEXIDADE

Autores

  • Leonardo de Lima Moura Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Ronaldo Ferreira da Silva Universidade Federal Fluminense (UFF)

DOI:

https://doi.org/10.19177/rgsa.v5e12016313-333

Palavras-chave:

Antineoplásicos, Efluentes hospitalares, Hospital, Meio ambiente, Resíduos de serviços de saúde

Resumo

O conceito associado à gestão ambiental passou por transformações nos últimos anos e atualmente as questões envolvendo a gestão ambiental tornaram-se um fator indispensável nas tomadas de decisões das organizações. No entanto, o setor hospitalar demonstra que, apesar dos esforços e investimentos no aprimoramento de profissionais, procedimentos e equipamentos, pouco tem sido realizado para controlar o impacto ambiental das atividades de suas unidades. A principal consequência é que os resíduos de fármacos têm sido detectados no meio ambiente e podem se configurar como potenciais causadores de impactos ambientais. Dentre os fármacos, os medicamentos antineoplásicos, devido a seu caráter citotóxico e mutagênico e o aumento da sua utilização no tratamento do câncer, têm sido classificados como micropoluentes orgânicos emergentes. O presente estudo visa analisar por meio de que forma o consumo de medicamentos antineoplásicos numa unidade quimioterápica pode contribuir para a geração de impactos ambientais associados a hospitais. O método de pesquisa utilizado foi o estudo de caso por meio de uma observação participante de junho a novembro de 2013, além disso, com base na literatura  buscou-se estabelecer a porcentagem de fármaco excretada de forma inalterada, as concentrações presentes em efluentes hospitalares, a biodegrabilidade e perfil ecotoxicologico. Os resultados obtidos apontam que não há a predominância de consumo de um único medicamento sobre os demais, além do fato de que estes medicamentos são excretados de forma inalterada pelo organismo, estão presentes em efluentes hospitalares em concentrações variadas e são potencialmente tóxicos para os organismos aquáticos.

Biografia do Autor

Leonardo de Lima Moura, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Mestrando em Engenharia Civil- COPPE/UFRJ, Certificate Bussiness in Administration- CBA em Logística- Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC-RJ)

Ronaldo Ferreira da Silva, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Mestre em Sistemas de Gestão pela Universidade Federal Fluminense (UFF), MBA em Organização e Estratégia pela mesma universidade, Professor Assistente da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal Fluminense

Downloads

Publicado

2016-05-12

Edição

Seção

Artigos