QUALIDADE DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS DE CONSUMO HUMANO EM COMUNIDADES RURAIS NO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Jéssica Scheffler Universidade Estadual do Rio Grande do Sul
  • Ramiro Pereira Bisognin Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - UERGS
  • Danni Maisa da Silva Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS)
  • Fernanda Hart Weber Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS)

Palavras-chave:

Poços artesianos, Enquadramento das águas, Coliformes totais, Escherichia coli, Nitrato.

Resumo

A maioria das companhias de saneamento do País restringem seus serviços à zona urbana, sendo necessária a busca por fontes descentralizadas para o abastecimento de água na zona rural. Por isso, no presente estudo objetivou-se analisar a qualidade de águas subterrâneas, provenientes de poços artesianos, destinadas ao consumo humano em duas comunidades rurais no Noroeste do Rio Grande do Sul. O estudo foi realizado em cinco campanhas de coletas de água e análises em laboratório, nos meses de fevereiro a junho de 2020, em diferentes condições climáticas, sendo: de fevereiro a abril coletas sem interferência de chuvas nos últimos 10 dias; maio e junho coletas após período de chuvas. Os parâmetros analisados foram: cor aparente, sólidos totais dissolvidos, turbidez, temperatura, pH, condutividade elétrica, dureza, nitrato, coliformes totais e Escherichia coli, cujos valores foram comparados com o anexo XX da PRC nº 5, do Ministério da Saúde. Também foram analisadas as condições de uso do solo no entorno dos poços. A partir dos resultados das análises físico-químicas e microbiológicas foi realizada a classificação das águas subterrâneas conforme resolução CONAMA nº 396/2008. Dessa forma, verificou-se que os parâmetros de maior risco apresentaram concentrações médias acima dos valores orientadores em ambos os poços, como nitrato (> 10 mg L-1), coliformes totais e Escherichia coli (102 a 103 NMP 100 mL-1), resultando no enquadrando das águas subterrâneas em classe 4. Os demais parâmetros analisados estiveram em conformidade com os valores estabelecidos na PRC nº 5. Verificou-se também, que os resultados dos parâmetros analisados possuem relação com as condições climáticas nos dias que antecederam as coletas, bem como, com as características do local no entorno dos poços, devido à proximidade de residências, lavouras e manejo de animais. Contudo, para a melhoria da qualidade da água recomenda-se restringir o manejo de animais próximo aos poços, distanciar as áreas de plantio, e ainda sugere-se a implantação de filtros de carvão ativado e/ou nanofiltração, bem como sistema de desinfecção das águas.

Biografia do Autor

Jéssica Scheffler, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

Acadêmica de Gestão Ambiental. Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS).

Ramiro Pereira Bisognin, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - UERGS

Engenheiro Ambiental. Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho. Mestre em Tecnologia Ambiental. Doutor em Engenharia Civil - Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. Professor Adjunto da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.

Danni Maisa da Silva, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS)

Engenheira Agrônoma. Mestre e Doutora em Ciência do Solo. Professora Adjunta da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS)

Fernanda Hart Weber, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS)

Química Industrial de Alimentos. Mestre em Ciência e Tecnologia Agroindustrial. Doutora em Tecnologia de Alimentos. Professora Adjunta da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.

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Publicado

2022-03-14

Edição

Seção

Artigos