CINEMA, IDEOLOGIA E INCONSCIENTE: COLIN MACCABE, STEPHEN HEATH E A SCREEN THEORY, O ELO PERDIDO ENTRE A ANÁLISE DE DISCURSIVIDADES E A ANÁLISE FÍLMICA

Autores

  • Luiz Carlos Martins de Souza Universidade Federal do Rio de Janeiro/Universidade Federal do Amazonas

Palavras-chave:

Análise do discurso fílmico. Michel Pêcheux. Colin MacCabe. Stephen Heath. Screen Theory.

Resumo

Abordagens do funcionamento da ideologia, da discursividade e da subjetividade foram desenvolvidas  e convergiram nos estudos cinematográficos  nos anos 1970, na França e na Grã-Bretanha. Tais desenvolvimentos e convergência sucederam com o engajamento político de intelectuais, a partir da influência de Louis Althusser e Jacques Lacan. Esta retrospectiva resgata uma das principais perspectivas na história dos Estudos Cinematográficos, a Screen Theory, através das ideias dos editores da Screen Magazine nos anos 1970, Colin MacCabe e Stephen Heath. Explicita-se nela a influência do filósofo francês Michel Pêcheux, até então ignorada no Brasil e na França, e as consequências de sua “posição-sujeito” nos debates sobre a Screen Theory. A crítica da relação entre o Outro em Lacan e o Sujeito Universal em Althusser, e seu desdobramento no conceito de “posição-sujeito” em Pêcheux, são contribuições fundamentais dessa experiência para a perspectiva brasileira dos estudos materialistas da discursividade.

Biografia do Autor

Luiz Carlos Martins de Souza, Universidade Federal do Rio de Janeiro/Universidade Federal do Amazonas

pós-doutorado em Linguística pela UFRJ. Professor da Faculdade de Letras da UFAm. Realizador em audiovisual.

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Publicado

2021-08-04