INDIANIDADE E DIVERSIDADE: O DISCURSO MIDIÁTICO SOBRE CRIME DE ESTUPRO NA ALDEIA BORORÓ

Autores

Palavras-chave:

diversidade cultural, indianidade, estupro, discursivização, mídia.

Resumo

A partir da veiculação de notícia sobre o estupro de uma criança de 9 anos na aldeia Bororó, em Dourados-MS, este artigo problematiza a forma como a diversidade cultural dos povos indígenas é textualizada no telejornal local MS Record. Sob a perspectiva discursiva de orientação francesa, aliada ao estudo de práticas sociais, analisa o modo como a mídia televisiva, ao colocar em questionamento aspectos da identidade cultural indígena – mediante sua suposta unicidade e legitimidade – promove um ataque aos direitos humanos e à diversidade, sobretudo pela contestação de “privilégios” dados aos indígenas. Entre as relações de poder inerentes ao discurso jornalístico e a historicidade do acontecimento em estudo, há o apagamento do próprio crime, relacionado à (falta de) indianidade. Em última instância, há a disseminação de um discurso preconceituoso e discriminatório sobre os indígenas, sobre a forma como são entendidos pela justiça e pelos órgãos de proteção a esses povos.

Biografia do Autor

Fabiana Biondo, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Professora Adjunta da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (FAALC), na área de Letras e no Mestrado em Estudos de Linguagens

Elaine de Moraes Santos, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Professora Adjunta da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (FAALC), na área de Letras e no Mestrado em Estudos de Linguagens

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Publicado

2020-08-05