COMO FORMATOS DE PERGUNTAS E RESPOSTAS RESGUARDAM INFORMAÇÕES ACERCA DOS CRIMES SOB INVESTIGAÇÃO EM INTERROGATÓRIOS POLICIAIS

Autores

Palavras-chave:

Interrogatórios Policiais, Resguardo de Informações Acerca de Crimes, Análise da Conversa de Base Etnometodológica

Resumo

Este artigo analisa sequências de perguntas e respostas em um evento institucional por elas permeado: o interrogatório policial. Investiga, pela perspectiva teórico-metodológica da Análise da Conversa Multimodal, como acontece o resguardo de informações acerca dos crimes em interrogatórios policiais de três Delegacias de Polícia Civil. A análise dos interrogatórios gravados em áudio e/ou vídeo evidencia que esse resguardo, além de ser realizado nas respostas dos interrogados acusados por crimes é, também, oportunizado pelos próprios policiais em suas perguntas. Os interrogados resguardam os fatos dos crimes ao resistirem ao provimento das informações solicitadas, fornecendo respostas cujas ações consistem em declarações de desconhecimento, deslembrança e dessaber, dentre outras. Já os policiais oportunizam esse resguardo ao realizarem perguntas que integram a seleção lexical de verbos como saber e lembrar, possibilitando – e até mesmo facilitando – que os interrogados respondam dessaber e/ou deslembrar a informação solicitada sem resistir ao formato da pergunta. 

Biografia do Autor

Paola Gabriela Konrad, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

Mestra e Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada (PPGLA) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

Ana Cristina Ostermann, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

Doutora em Linguística, Professora Titular do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada (PPGLA) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e Bolsista Produtividade do CNPq.

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Publicado

2020-03-31