Cultura é o que é falado? Os relatos de Experiências de Quase-Morte como narrativas de sentido

Autores

  • Arlindo Netto Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

Cultura, Linguagem, Narrativas, Experiências

Resumo

A partir dos relatos das Experiências de Quase-Morte catalogados por entrevistas, o presente artigo analisa a importância da linguagem na construção de narrativas de sentido. De modo qualitativo, o artigo demonstra como perspectivas individuais podem revelar contextos culturais. Para tal, os argumentos são embasados em três questões centrais: (1) Como são construídas as narrativas das Experiências Quase-Morte por quem as experienciou?; (2) Quais as implicações dessas narrativas na percepção simbólica e na linguagem?; e, (3) Como tal experiência regula os padrões emocionais dos informantes, a partir da linguagem, produzindo o pode ser chamado “idioma cosmológico”? Um dos principais resultados encontrados consiste na importância da linguagem na produção da cultura humana, uma vez que ela se apresenta como o meio essencial de expressão de sentidos, e por onde são compartilhados sentimentos, pensamentos, emoções, ações e tempos, desenvolvendo, consequentemente, sistemas de sentidos (mitos, artes, religião, família, economia e política).

Biografia do Autor

Arlindo Netto, Universidade Federal de Pernambuco

Cientista Social, Mestre e Doutor em Antropologia.

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Publicado

2019-07-12