AS NARRATIVAS DE SI E A PRODUÇÃO DA MEMÓRIA DO HIV NA CAMPANHA O CARTAZ HIV POSITIVO

Autores

Palavras-chave:

Narrativa da doença, Memória, HIV/AIDS, Subjetivação, Resistência.

Resumo

Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise discursiva dos enunciados das narrativas de pessoas que vivem com hiv no Brasil contemporâneo. Para tanto, partiu de discussões sobre a memória e sobre o papel das narrativas na experiência da doença, bem como da problematização biopolítica do que aqui se entenderá como o dispositivo crônico da aids. Os recortes discursivos analisados são compostos de depoimentos em vídeo de sujeitos que vivem com hiv, produzidos em 2015 pelo Grupo de Incentivo à Vida como parte da campanha O Cartaz HIV Positivo. A hipótese é de que o funcionamento discursivo nessas narrativas indica um jogo ainda em aberto que diz respeito aos enunciados estigmatizantes de sidanização, às técnicas de confissão e às possibilidades de resistência para os sujeitos que hoje vivem com hiv.

Biografia do Autor

Atilio Butturi Junior, Universidade Federal de Santa Catarina - Florianópolis/SC

Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (2004), mestrado em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (2008) e doutorado em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (2012). Realizou estágio pós-doutoral no IEL/UNICAMP (2014-2015), sob supervisão do Prof. Dr. Kanavilil Rajagopalan, e estágio pós-doutoral na Faculdade de Filosofia da Ciência da Universidade Nova de Lisboa (2017-2018), com bolsa da CAPES-Brasil, sob supervisão do Prof. Dr. José Luís Câmara Leme. É professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina, da área de Linguística Aplicada, líder do Grupo de Estudos no Campo Discursivo e membro Núcleo de Estudos em Linguística Aplicada (NELA), na mesma instituição. É editor-chefe da revista Fórum Linguístico, docente do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFSC e do Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFFS. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Teoria e Análise Linguística, Análise do Discurso e Filosofia da Linguagem, tendo como ponto central de pesquisa os problemas da arqueogenealogia foucaultiana, notadamente referentes ao discurso e a biopolítica.

Camila de Almeida Lara, Universidade Federal de Santa Catarina - Florianópolis/SC

Doutoranda em Linguística (UFSC). Mestra em Linguística (UFSC). Possui especialização em Teorias Linguísticas Contemporâneas pela Universidade Federal da Fronteira Sul (2014) e graduação em Letras - Português e Inglês pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (2010). Tem experiência na área de Letras, atuando principalmente no ensino de Línguas Estrangeiras Modernas ( Inglês - Ensino Fundamental II e Ensino Médio) e ensino de Língua Portuguesa (Ensino Fundamental II e Ensino Médio).

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Publicado

2018-07-09